quarta-feira, 28 de maio de 2008

Seleção Não Natural


Meu dia a dia é analisar o perfil das pessoas. Tento, todos os dias, definir se fulano ou beltrano atendem às expectativas de meus clientes e vice-versa. Atuar nessa área é uma arte porque você tem que convencer 3 pessoas: você, seu candidato e seu cliente. Isso me possibilita conhecer gente nova e interessante todos os dias. Outras pessoas, nem tão interessantes, mas que acabam fazendo parte do meu dia, gerando boas histórias pra contar. É difícil deixar de lado a primeira impressão que se tem de alguem, mas é imprescindível fazê-lo, porque se minha posição final for baseada na subjetividade, posso ser injusta.
Tenho um bom exemplo disso: há alguns anos, quando eu ainda começava nessa área, entrevistei um cara. Um chato. Chato de galocha. Chato daqueles que ligam duas vezes por dia para saber se já temos algum retorno para dar sobre a seleção. Minha antipatia com o cidadão foi imediata. E minha vaga era muito técnica e muito complexa. Não existiam muitos profissionais no mercado, chatos ou nao, disponíveis ou nao no mercado para que eu pudesse simplesmente abrir mao da minha subjetividade e não mantê-lo no processo seletivo. O problema é que o chato, além de ser chato, trabalhava no mesmo prédio que eu, e todos os dias dava um jeito de encontrar comigo no elevador pra perguntar: e aí? Depois de alguns dias, candidatos ótimos no quesito comportamental, mas péssimos tecnicamente, resolvi apresentar o currículo do chato para o cliente. Resultado: O chato e o cliente se conheciam. E se adoravam! E o chato deve trabalhar nessa empresa até hoje, porque a última notícia que tive é que estava fazendo um excelente trabalho!
Aprendi a lição! ;)

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