terça-feira, 26 de agosto de 2008

Eu e a Blitz

Há algumas semanas fui garantir a tradição de comer caranguejo às quintas-feiras aqui em Fortaleza. Estávamos em 8 pessoas, e eu não estava dirigindo. Resolvi tomar duas caipiroskas com a Ana (acabou sendo a despedida dela, já que agora descobriu que vai ser mamãe!). No caminho de volta, meu pai pediu para deixá-lo na casa da namorada, já que iria viajar no dia seguinte.
Quando chegamos lá, subi para falar oi e ainda ficamos conversando por quase uma hora, enquanto devorávamos um chocolate delicioso. Como já era quase uma hora da manhã, resolvi ir embora, pois teria que trabalhar no dia seguinte.
Peguei o carro e fui para casa. Assim que saí da Antônio Sales e peguei a Engenheiro Santana Junior no sentido Parque do Cocó, avistei uma blitz. Fiquei tensa porque estava sem carteira de motorista, sem celular e apesar de me sentir sóbria, acredito que ainda houvesse álcool no meu sangue. Torci pra passar direto, mas não deu. Quando vi, estavam fazendo um sinal pra parar. Desespero. Tive uma fração de segundos para pensar no que dizer. Eu estava do lado de casa! Era muito azar!
Antes da guardinha dizer qualquer coisa eu abri o vidro do carro e disse:
- Moça, posso te pedir um favor?
- Pois não.
- Me empresta seu celular? Eu fui deixar meu pai na casa da namorada e sei que estou errada, mas estou sem celular, sem bolsa e sem carteira de motorista. Como eu moro aqui do lado, vou pedir pra alguém buscar minha CNH para te mostrar.
- Eu tenho que falar com a coordenadora.
- Tudo bem. Enquanto isso você quer olhar o documento do carro?
- Está aí com você?
- Sim, claro.
Peguei o documento, entreguei para ela. Ela olhou para mim, olhou para o carro, olhou para o documento. Repediu essa cena mais algumas vezes e perguntou:
- Você mora aqui perto mesmo?
- Sim, aqui do lado!
- Ok. Vai pra casa!
Saí de lá tremendo!
Nesse final de semana teve outra história com blitz. Com final infeliz. Conto amanhã! =)

2 comentários:

Paula Menna Barreto Hall disse...

Ai, Bel, agora fiquei tensa. O que diachos aconteceu, menina? Essas estórias são ótimas!!! beijão

Felipe Campbell disse...

Caracas, conta logo!!!