sábado, 25 de outubro de 2008

Cultura Organizacional

Meu trabalho, como já disse em algum momento desse blog, é cansativo e estressante. Mas é muito interessante. Tenho a oportunidade de conhecer pessoas diferentes o tempo todo. O dia a dia numa consultoria é pesado, mas muitas vezes é gratificante, principalmente porque te deixa em contato com uma gama de diferentes situações.
Nas últimas duas semanas eu fui algumas vezes a um cliente, uma multinacional que atua em um segmento delicado de mercado, realizar um processo seletivo interno. O programa desenvolvido pela empresa é sério e transparente, o que dá credibilidade à organização. Eu já havia ficado impressionada quando participei de um treinamento com o RH de lá para que eu pudesse prestar serviço para eles. A cultura de valores da empresa é muito forte.
Mas o que achei realmente fantástico foi perceber que a cultura é disseminada em todos os degraus da empresa. E apesar de todos os pesares do trabalho, eles pretendem mesmo atuar por lá pelo resto de seus dias. Querem fazer carreira lá dentro. O turn over é muito baixo.
Enquanto escrevo esse texto, assisto mais uma vez um dos filmes que mais gostei no ano passado: Tropa de Elite. No final das contas, a paixão que os funcionários da empresa sentem é a mesma que o pessoal do Bope no filme do Padilha. A cultura é realmente disseminada e por mais que o policial saiba do risco de sua vida, sente orgulho em fazer parte da organização.
Questões como identificação e envolvimento das pessoas em relação à uma idéia e um valor sempre me chamaram a atenção. Eu sempre tirei o chapéu para pessoas que tem o poder de envolver e liderar pessoas. Claro que sempre tem alguém que consegue fazer isso para um fim negativo, como no caso de um Hitler da vida... mas não é sobre isso que quero escrever.
Voltando ao caso da multinacional, fiquei satisfeita em ver um trabalho bem feito por um RH, minha área de atuação, que consegue, junto à diretoria e gerência, disseminar os valores e a cultura da empresa, que é preconizada na matriz, em Londres e é vivenciada naturalmente numa filial do Ceará . Isso me motiva a seguir adiante na carreira em que escolhi. Em acreditar no desenvolvimento das pessoas e em acreditar nos mecanismos que minha área de atuação utiliza para possibilitar um crescimento profissional, que possibilita, no fim das contas, o crescimento da empresa. Porque essa é a chave de um bom trabalho de recursos humanos: fazer com que o funcionário se sinta valorizado e satisfeito para que cresça junto da empresa.
Isso vale a pena...
Ah, e antes que me perguntem: não, eu não sou behaviorista!

4 comentários:

Paula Menna Barreto Hall disse...

Bel, parece interessante. Acho muito complexo e não entendo direito como isso tudo funciona. No meu último trabalho, com 300 funcionários em quatro estados do Brasil, a empresa nem tinha RH! Criaram recentemente. Acho que minha dificuldade é natural de quem vem da área da comunicação, jornalismo, enfim. Talvez eu entenda melhor uma hora dessas! beijocas e bom findi pro cê!!

Felipe Campbell disse...

De toda forma, eu acho saudável que de tempos em tempos a pessoa respire outros ares. Nem que seja mudando de função e área dentro da mesma empresa.

Beijocas

Bel Lucyk disse...

- Paula, é realmente muito interessante! O que ocorria na empresa em que vc trabalhou é super normal, infelizmente. Muitas vezes o RH é na verdade só um DP...
- Boris, concordo contigo. Acho que as pessoas tem que conseguir ver as coisas de diferentes aspectos. Por isso acho legal um plano de carreiras bem definido. =)
bjs

Madame Mim disse...

Nossa, que coisa mais legal!
Muito, mas muito diferente mesmo da guerra de egos e ataques à ética que vejo em muitos escritórios de advocacia.
bjos