domingo, 12 de outubro de 2008

Encontros e Desencontros

Eles se conheceram de uma forma bastante inusitada. Ela estava indo pra casa, depois de um dia de trabalho e virou, como de costume, no retorno que dava acesso ao seu caminho. O trânsito estava caótico. Um carro estava logo a frente e quando este fez um movimento e ela viu que poderia entrar na via também, pois estava livre, acelerou o carro com a ânsia de quem deseja chegar em casa correndo. Mas não contava com a freada do carro da frente e por mais que tentasse parar, quando se deu conta, já estava com a frente de seu carro embutida na traseira do outro.
A porta do veículo se abriu e se levantou um homem de aproximadamente 38 anos, alto, grisalho, olhos azuis, corpo atlético e com uma cara de ódio! Ela abriu o vidro, mas não se levantou. Sugeriu que tirassem o carro do retorno, pois estavam atrapalhando o trânsito e poderiam conversar melhor no acostamento.
Estacionaram o carro e foram conferir o estrago. O carro dela, que era novo, tinha tido apenas um arranhão pequeno no pára-choque. O carro dele estava levemente amassado na altura do porta-malas.
Assim que desceu do carro, ela pediu desculpas e com seu jeito de menina, alisou seu carro e pediu desculpas pra ele também. Ele sorriu e pediu desculpas pelo modo grosseiro como havia falado com ela inicialmente. Como ainda estavam de crachá, perceberam que trabalhavam no mesmo prédio. E a negociação sobre o conserto do carro ficou em segundo plano por alguns instantes, enquanto tentavam encontrar algum conhecido em comum. Mas ele estava apressado, pois tinha um compromisso. Deixaram a delegacia para outro momento e trocaram telefone.
No dia seguinte, se encontraram logo cedo, no subsolo do prédio. Cumprimentaram-se e cada um seguiu seu caminho. De tarde, ele ligou para ela, dizendo que estava na concessionária, fazendo o orçamento do carro e que havia sido informado pelo atendente que poderiam fazer o boletim de ocorrência pela internet, para acionarem o seguro.
Ela se prontificou, pois estava na frente do computador. No dia seguinte, ele ligou para dizer que o seguro ainda não havia autorizado o conserto, conversaram um pouco e ele disse que estava indo de ônibus para o trabalho todo dia por causa disso. Ela perguntou se era verdade, ele riu e disse que não. Alguns minutos depois de desligar o telefone, ela recebeu uma mensagem em seu celular: Almoça comigo? O rosto dela se iluminou. Respondeu que sim e combinaram de se encontrar no estacionamento no dia seguinte, para ir no carro dela, já que o dele estava fora de circulação.
O almoço foi ótimo. Conversaram sobre vários assuntos, riram e se conheceram melhor. Há tempos ela não conhecia alguém que a deixasse tão a vontade. As duas horas de almoço voaram e se despediram no elevador, pois ela descia no segundo e ele, no décimo terceiro andar.
Agradeciam pelo atraso no conserto do carro, pois esta era a desculpa que usavam para se falar todos os dias. Num desses encontros, ele esqueceu o óculos em seu carro e foi um bom motivo para um reencontro no dia seguinte, que gerou uma carona, saídas no meio da tarde para um lanche rápido na lanchonete do prédio..
(continua)

9 comentários:

Paula Menna Barreto Hall disse...

Eita coisa gostosa esse clima de paquera!!!!! beijos

Bel Lucyk disse...

É bom, né?
Eu tbém adoro! =)

Madame Mim disse...

Será que deu namoro?
tbém amo clima de paquera.

Não sei se sua história é fictícia, mas uma vez conheci um gatinho de um jeito estranho (mas não deu em nada), ele me levou no hospital...a história está aqui:

http://diariodoamanha.blogspot.com/2008/04/sincronicidade.html

bjos

Bel Lucyk disse...

Deu namoro nada, mas rendeu uma história divertida!´Como tudo no blog, tem uma parte real e outra que não é!
vou passar por lá! beijos

Madame Mim disse...

Bel, ficou muito legal o texto.
Mas eu não gosto dessas histórias em duas partes, sabe, fico agoniada qrendo saber o fim, ehehe.
Espero que poste logo.

Eu tbém misturo nas minhas histórias.
Mas a do loirinho, creia, it´s true.

beijos

Bel Lucyk disse...

Eu escrevo o resto da história no final da semana. Eu juro! Cara, a história do loirinho foi muito legal! Massa que foi verídica! beijos

Fafa disse...

Uuuuuuaaaaaaaau!!! Ai como é bom essas surpresas que a vida nos dá né? Noossa....

Bróder disse...

tse,tse,tse,tse!!!!

Bel Lucyk disse...

tia Leana!