sábado, 11 de outubro de 2008

Homenagem do dia


Cartola é um dos compositores que mais gosto e hoje, dia 11 de outubro de 2008, ele estaria completando 100 anos. Conheci sua obra ainda na infância, por influência de meus pais e, como consequencia, acabei simpatizando por uma escola de samba, a Estação Primeira de Mangueira, fundada por ele e cantada por quase todos os compositores que mais admiro.

Procurei o áudio deste pout-pourri, o qual reuniu Cartola, Paulinho da Viola, Caetano e Tom Jobim. Como não encontrei e é um dos meus prediletos, segue a letra. Este foi lançado em 1991, num disco que leva o nome NO TOM DA MANGUEIRA e que tem vários sambas compostos em homenagem à escola. Se alguém tiver um vídeo/aúdio ou algo parecido e quiser me enviar, aceito de bom grado!


Não quero mais amar a ninguém
não fui feliz o destino não quis o meu primeiro amor

Semente do amor sei que sou desde nascença,
mas sem ter vida e fulgor,
eis a minha sentença
tentei pela primeira vez esse sonho vibrar
foi beijo que nasceu e morreu sem se chegar a dar.

Em Mangueira
Quando morre
Um poeta
Todos choram
Vivo tranqüilo em Mangueira porque
Sei que alguém há de chorar quando eu morrer

Mas o pranto em Mangueira
É tão diferente
É um pranto sem lenço
Que alegra a gente
Hei de ter um alguém pra chorar por mim
Através de um pandeiro ou de um tamborim

Em Mangueira
Quando morre
Um poeta
Todos choram

Todo tempo que eu viver
só me fascina você, Mangueira
Guerreei na juventude, fiz por você o que pude, Mangueira
Continuam nossas lutas, podam-se os galhos, colhem-se as frutas e outra vez se semeia
e no fim desse labor, surge outro compositor, com o mesmo sangue na veia.

Sonhava desde menino,tinha um desejo feliz
de contar toda tua história
este sonho realizei
um dia a lira empunhei
e cantei todas tuas glórias

perdoa-me a comparação, mas fiz uma transfusão
eis que Jesus me premeia
surge outro compositor
jovem de grande valor com o mesmo sangue na veia

Todo tempo que eu viver
só me fascina você, Mangueira
Guerreei na juventude, fiz por você o que pude, Mangueira
Continuam nossas lutas, podam-se os galhos, colhem-se as frutas e outra vez se semeia
e no fim desse labor, surge outro compositor, com o mesmo sangue na veia.


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