segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Crime e Castigo



Eu flertava com Dostoiévski desde a época da faculdade, quando tive minhas primeiras aulas com o Chico, que era um psicanalista muito doido e muito bom! E claro, ele falava sempre sobre obras como Irmãos Karamazov e Crime e Castigo.
Mas como minha vida profissional me levou para um lado bem diferente da psicologia, a clínica, minha paixão pela psicanálise e meu flerte com Dostoiévski ficaram de lado. Eis que neste ano, enquanto fui visitar um de meus lugares prediletos, uma livraria, me deparei com o livro. Abri, li algumas páginas e fui em busca de outro. Depois de olhar um ou dois, meus olhos sempre procuravam a prateleira em que estava Crime e Castigo. Decidi não protelar mais e levei o livro pra casa (uma tradução direta do russo, o que torna a leitura bem mais palatável).
Demorei um mês e meio para lê-lo e não que eu tenha cacife pra fazer uma análise crítica de um livro do autor que foi uma das inspirações de Freud na teoria psicanálitica, mas preciso fazer uma consideração:
Nunca tinha lido um livro em que tantos personagens fossem tão complexos. Geralmente, temos o protagonista, que tem seus anseios, medos, virtudes e sombras. Os outros são meros coadjuvantes na construção do personagem. Em alguns casos, temos dois ou três assim. Crime e Castigo foi o primeiro livro que li em que talvez 90% dos personagens apresentados são tão completos e complexos quanto Ródia, o protagonista. E preciso dizer: o livro é fantástico.
Depois de terminá-lo, na tarde do dia 25, comecei a procurar na minha pequena biblioteca outro livro pra ler. Flertei algumas vezes com um que me acompanha há tempos, que já comecei a ler algumas vezes, mas que, como Crime e Castigo, eu ainda não tinha me entregado. O livro é Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche. Mas depois de alguns capítulos decidi que ainda não é a hora. Depois de um Dostoiévski eu preciso de alguma coisa mais light, de um recreio.
Visitando de novo uma livraria, descobri um livro bem comercial, mas que comecei a ler e a paixão foi à primeira vista: “Sei exatamente quando morri, foi às 3h20 do dia 14 de janeiro de 1950. George me matou com sua tesoura grande de jardinagem.” Este é um trecho do livro Sombras do Passado, de Neil Jordan (diretor de cinema). Depois dele, talvez seja a hora de encarar Zaratustra. Ou não.


9 comentários:

Vivian disse...

...bom dia, linda!
que menina corajosa é você
'enfrentando' Dostoiévski
em plena época onde todos
estão embalados pelas festas,
comilanças, viagens e férias!!

parabéns, querida.

a leitura sempre será
a melhor amiga de todos.

o texto da Coruja é fruto
do meu coração que ama vcs.

bjus, procê, e obrigada sempre.

Paula Menna Barreto Hall disse...

Bel, acho excelentes as dicas literárias!! Euzinha aqui não tenho lido nada ultimamente, acho que ta passando da hora de retomar o hábito! beijos

Jow disse...

A Ródia passa o livro inteiro rodandiioo! rodandiiiio! rodaaannddiiiiiio!
Pq vc não quis ler o livro que te indiquei?

Jow disse...

A Ródia passa o livro inteiro rodandiioo! rodandiiiio! rodaaannddiiiiiio!
Pq vc não quis ler o livro que te indiquei?

Bel Lucyk disse...

- Vivian! Feliz ano novo!
- Paula, comecei a ler o outro livro. Se for bom, indico depois! Feliz ano novo!
- Jooooow, já tô com saudade! Vc é mto besta. Gostou da leitura do avião? amo vc.

Fafá Póvoas disse...

Li seu texto. Mas não pude deixar de ler os comentários da Jow! Como pode existir uma criatura tão boçal ???? Ela é comédia demais! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Madame Mim disse...

Esse livro é um dos meus favoritos já faz um tempinho, usei pra fazer uns trabalhos na pós.
beijos

Juliana Barros. disse...

O livro é massa! Amei!

Bel Lucyk disse...

Juliana, obrigada pela visita!
O livro é realmente muito bom! Quero ler Irmãos Karamazov e mais um monte de indicação que recebi de literatura russa. beijos