segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Descompasso

A trajetória que envolve minha ida ao cinema assistir "O Curioso Caso de Benjamin Button" tem tanto descompasso quanto a história retratada no filme: na véspera de vir para Brasília, deixei de ir com alguns amigos porque tinha combinado com uma amiga quando chegasse na cidade. Semana passada foi bastante tumultuada, muita ansiedade para encontrar muita gente... e acabamos deixando para hoje, uma segunda-feira em que os eventos sociais se reduziram a um almoço e o sono me consumiu...
Assim sendo, combinei com minha amiga, que me buscaria no Brasília Shopping e que seguiríamos até o Deck Norte assistir a sessão, que estava marcada para começar às 15:30. Bem, chegamos ao cinema e estava tudo fechado. Subimos até a administração e fomos informadas que só começaria às 17. Bem, nada que um bom sorvete e algumas comprinhas no supermercado não fizessem o tempo passar mais rápido. Quando a cortina da bilheteria se abriu, me senti como o esquilo da Era do Gelo, com o olho arregalado por estar perto da sua noz. Fui em câmera lenta, correndo na direção do guichê, já com o dinheiro na mão, até que a atendente diz: "Sra, nao está passando esse filme aqui."
Como estou de férias, tive apenas uma crise de riso enquanto a Juliana queria ir até a administração do shopping reclamar. Decidimos parar num cyber café, entrar num site de programação dos cinemas da cidade e descobrir que o filme começaria em 20 minutos no Brasília Shopping. Sim, saí de lá às 3 da tarde!!!! No final, o compasso se acertou e nos encontramos, eu, Juliana e a história de Benjamin Button, por quase 3 horas. Depois, cada um seguiu seu caminho, assim como os personagens do filme.
Agora, falando sério: a principal mensagem do filme é o descompasso. O personagem viveu sozinho. Aliás, não viveu por pouco tempo: quando era pequeno, não podia brincar. Quando era velho, estava ficando cada vez mais novo e desaprendendo tudo o que tinha aprendido durante sua vida inteira. Numa época em que as pessoas temem tanto a velhice, esse filme cai como uma luva para mostrar que envelhecer faz parte do curso natural da vida. E que é a forma de seguir no compasso da existência, da convivência com o outro. É o compasso para se construir algo com alguém. Passa também a mensagem de que não se deve desistir dos objetivos porque o tempo tá passando. Não se recupera um tempo perdido, mas é possível fazer do tempo restante algo mais interessante...
Enfim... esse post está ficando muito auto-ajuda. Os demais comentários sobre o filme, só em mesa de bar! =)

3 comentários:

Anônimo disse...

Nooooossa!
Brasília tá fazendo sacudir muuuita poeira! Amei seu texto.
Beijos!

Madame Mim disse...

Eu já tava a fim de ver esse filme, agora mais ainda.
bjos

Bel Lucyk disse...

E aí, Cris? Já foi assistir?
beijos