quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mãe de cachorro...ao lado de pais normais

Ontem a noite fui encontrar um amigo num shopping da cidade, depois de combinar um lanchinho rápido por mensagem. Ele disse que não poderia ser muito demorado, pois estaria com sua filha e ela ainda tinha dever de casa da escola. Perguntei se eu não atrapalharia o programa pai e filha e ele disse: "não, programa pai e filha é every day!". Assim sendo, peguei meu carro e fui encontrar com os dois.
Bem, lá chegando descobri que meu amigo e outros pais se encontram toda quarta-feira depois da escola e tomam um chopp, enquanto as filhas, coleguinhas e amigas, brincam e conversam. Conheci 5 crianças de 6 anos e alguns casais. Eles me disseram que começaram a amizade por causa das filhas e hoje alguns já fazem negócios juntos. Um virou vizinho do outro. Um terceiro dá dicas sobre investimentos... enquanto isso ficam de olho nas meninas, que tomam conta da praça de alimentação do pequeno shopping.
Ali me diverti, ouvi histórias, vi pais orgulhosos contando os feitos de seus filhos, assisti a pequenos videos no celular de um, vi fotos divertidas no de outro. E eles falavam orgulhosos que a iniciativa do encontro semanal era muito bacana, porque estavam possibilitando que a amizade das meninas perdurasse mais tempo. Nesse momento contei, inflei o peito para contar que tenho uma grande amiga que conheço desde os 3 anos e que sei como é importante ter referências de amizade pela vida inteira.
Em algum momento, um dos pais perguntou se eu tinha filhos. Bem, quem tem cachorro sabe que a gente se coça de vontade de contar histórias bonitinhas sobre eles, mas como sei que algumas pessoas acham absurdo alguém falar de cachorro como se fosse da família, sempre me contenho num primeiro momento. Respondi que tinha um cachorro, que era meu filho de quatro patas, meu estágio pra um filho de verdade. Uma mãe então perguntou: "qual a raça?". Com muito orgulho, respondi: Fox Paulistinha. Daqui a pouco todo mundo fazia perguntas sobre o Zeca e o assunto foi encerrado assim: E aí, como está sendo seu estágio?
Respondi: Bem, quando tiver um filho, espero que ele não seja tão estragado de mimos como meu cachorro!

7 comentários:

Madame Mim disse...

Ótimo isso, ahaha.
Rodinhas de pais e mães sempre me deixam sem assunto.
Eu já falei da cadelinha, mas ouvi umas coisas bem do jeito que vc falou "cachorro não é gente" (pode até não ser,pq em alguns casos são melhores), então ficava muda.
Hoje falo um pouco da minha renca de afilhados (tenho onze!), para não parecer anti-social, e saio da rodinha.
Se não querem ouvir coisas da minha filha canina, não sou obrigada a ouvir as péripécias dos filhotes humanos...:)
beijos

Bel Lucyk disse...

Eu também tenho um afilhado. É o nenem mais lindo do mundo! Eu me diverti demais ontem! =)

Madame Mim disse...
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Madame Mim disse...

Bel, sou super a favor de vc deixar o Zeca cada vez mais mimado.
Essa é a vantagem-acho- entre cachorros e bebês.
O Zeca nunca vai virar um pestinha pq foi muito mimado, ele só vai ser...um cãozinho mimado.Criança pode ser deseducada com muito mimo, mas cachorrinho não tem esse problema.
O Zeca é muito fofo e se fosse meu já tava estragado tbém.
A minha é totalmente estragada.Sem dor na consciencia.:)
bjos

Radical Livre disse...

Inflamada, o cachorro não é seu!

Bel Lucyk disse...

Rafa, o Zeca é meu. E não se fala mais nisso!

Cris Caetano disse...
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