sexta-feira, 10 de julho de 2009

Crise Musical


A música sempre fez parte da minha vida. Cada época, vitória, tristeza, saudade, amor, conquista... sempre aliei uma trilha sonora. Não que fosse uma coisa proposital, mas acredito que aconteça com todo mundo - as músicas sempre lembram algo ou alguém e vice-versa.
Desde o começo do ano sinto que minha paciência para algumas músicas está indo embora. E olha que sempre me gabei do gosto eclético que tenho. Esse processo começou com Nando Reis e foi logo acompanhado por Cássia Eller. Não ouço os dois. Há 7 meses. E sempre que tenho um cd antigo no carro, pulo suas músicas. Não que eu não goste. Gosto. E muito. Simplesmente não estou no clima. Ana Carolina tem sido abandonada, assim como aos poucos deixo de ouvir Legião Urbana, Caetano Veloso, Gilberto Gil. O Monobloco, apesar do meu amor incondicional ao Pedro Quental, também já deixou de ecoar no meu fone de ouvido há tempos. Dos intérpretes/compositores nacionais, os únicos que ainda têm vez são Chico Buarque (mas já me vejo pulando algumas da discografia inteira que tenho), Seu Jorge, Paulinho da Viola e Cartola. Não posso negar também que sempre ouço as músicas do último cd ao vivo da Ivete Sangalo.
Dos meus "companheiros" estrangeiros, já não tenho saco para Pearl Jam, pulo várias músicas dos Stones e ouço duas ou três do Metallica e Bob Dylan. Offspring e Greenday tem sido algumas das únicas bancas que não me incomodo com o som. E ouço o que quase tudo o que estiver tocando, mas depende muito do meu humor. Do segmento pop já não ouço muita coisa há muito tempo. De vez em quando Beyoncé, alguma coisa do John Marz e olhe lá. O gênero eletrônico também ficou de lado e já não ouço trance nem quando vou fazer exercício. A música clássica também está perdendo espaço. Continuo ouvindo qualquer coisa do Mozart, algumas do Beethoven, Tchaikovsky e Vivaldi. Do resto, só o Bolero de Ravel!
Enfim... estou vivendo uma verdadeira crise de identidade musical. Toda a minha programação até o sono vir é baseada em música. E ao invés de relaxar quando aciono a função shuffle do ipod, perco o sono, ou o fio da meada da leitura, me preocupando em passar as músicas que não me interessam. Preciso identificar direitinho o que vai continuar e o que vai sair da biblioteca do itunes. O problema é que acho que daqui a pouco não vai sobrar nada...

8 comentários:

Madame Mim disse...

Mas que coisa essas coincidências blogueiras...
Faz umas semanas que tenho pensado em escrever que já não tenho paciência para escutar música sertaneja, que sempre foi minha paixão.Só que eu não sabia como escrever.
Lendo seu texto, descobri que é bem isso, perda da identidade musical.
Estou passando por isso desde o começo do ano.
Estranho, não é? Eu sempre adorei musica sertaneja, tanto as de raiz qto as corno-pop, mas hj não consigo escutar, me irrita.
Talvez seja pq minha vida está muito diferente, e eu mesma muito mudada.
Será que essa rejeição pelas músicas não é um reflexo de laços que desfazemos?
Viajei no teu post.
beijos

Bel Lucyk disse...

Cris, eu acho que é algo do gênero. Acho que é bem o lance de fazer alguma mudança interior que vai refletindo no exterior. Inclusive no gosto musical! =)
Você abanbdonou o sertanejo e tá ouvindo o que? beijos

Maricota disse...

A crise musical não será pela morte do Rei do Pop????

Madame Mim disse...

Rock, que eu já gostava, mas era só de vez em qdo.
bjos e boa semana!:)

Bel Lucyk disse...

Maricotinha, vc descobriu tudo! rs rs
Cris, descobri uma rádio legal - a Kiss. Aqui no DF é na 94.1. Programação bem bacana. =)

Jow disse...

eu quero chaaaaaai!!! me sirva de chaai!

Bel Lucyk disse...

Dia de Chaaaai é sexta. uar

Madame Mim disse...

Valeu a dica.
Peguei sua idéia pra escrever.:)
bjos.