quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura


Sou uma pessoa exemplar. Por isso, meu primo pediu para ir comigo ao show do David Guetta que ocorreu no último domingo em Brasília. Sua mãe, claro, deixou na hora. Lembrando: sou uma pessoa exemplar! E eu estava achando o máximo levá-lo ao show, que era proibido para menores de 18, exceto que estivessem acompanhados por maiores de idade (ele tem 16).
No domingo a tarde passei para buscá-lo e fomos pra minha residência. Confesso que se não fosse por ele, não teria saído no domingo. Ando com uma preguiça de balada... Mas enfim, por volta das 19 horas estavam todos na minha casa para um breve "esquenta" e nessa hora eu já estava super empolgada.
A atração principal da festa começou tocar em Goiânia às 17 horas (mesmo horário em que estava previsto para começar aqui). Ficamos ouvindo música em casa até às 9, passei para buscar um amigo e deixamos o carro numa quadra do início da asa norte para irmos de taxi até o show. Descemos do carro num local distante, pois tinha um enorme congestionamento. Passamos por vários ambulantes que vendiam bebidas até chegarmos à porta do evento.
"- Ingresso na mão!" gritou um segurança, que mandou um beijo para o meu primo, que ficou indignado. Caminhamos mais um pouco, até o portão de entrada do evento, quando outro segurança disse: "- Identidade na mão".
Cada um pegou a sua (acho o máximo quando, do alto dos meus 31 anos, alguém me pede a identidade! kkkkkk) e o cara barrou meu primo. Ele, mesmo acompanhado por alguém de maior, não poderia entrar sem autorização por escrito de seus pais. O resto do pessoal entrou e eu fiquei lá fora negociando com os diferentes seguranças que apareciam na minha frente.
Depois de um tempo, resolvemos sair em busca de papel e caneta com os vários ambulantes que encontramos no caminho para escrever a tal da autorização. Óbvio que depois de meia hora, quando escrevi no papel que ele poderia entrar comigo, não aceitaram porque não era autenticada. E eu já partindo para o desespero, falando pra alguns que ele era meu primo, pra outros, meu irmão e para tantos que ele podia ser meu filho!
Eis que uma segurança resolve se compadecer de meu sofrimento e pergunta se ele é realmente meu irmão. Respondi prontamente que sim e ela me indicou o supervisor da portaria para que ele liberasse. Conversa vai, conversa vem e o cara decidido a não liberar a entrada. Enquanto ele discursava sobre o motivo do meu primo não entrar, apareceu um moleque de uns 14 anos na frente dele (já dentro do evento) pedindo para sair para entregar um dinheiro ao irmão mais velho. Nessa hora, olhei pra ele e disse: "esse moleque não tem 18 anos... "E o cara prontamente, falou para um gordinho que estava ao lado: "porque você não deixou esse garoto entrar? Ele tá com a prima! Libera ele, rápido."


2 comentários:

Maricota disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

As coisas no Brasil funcionam rápidas!!

PS: não sei o por que as pessoas tem uma idéia erradas das coisas.. Minha mãe também acha (ou achava) que vc é uma pessoa exemplar!!

Tolinha ela!! rsrs

Bel Lucyk disse...

Maricota, sua mae sabe que eu sou sim uma pessoa exemplar! kkkkkkk