segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Crise de Riso

Na última sexta-feira comecei a ler um blog que eu já conhecia, mas que nunca tinha dado muita atenção: Championship Vinyl. O cara é muito bom, tem um cachorro chamado besta fera e escreve como ninguem sobre as aventuras e desventuras que acontecem no seu cotidiano. Num dos textos ele conta uma história sobre uma viagem que fez e fala sobre uma crise de riso que teve no meio do aeroporto de Vitória. Eu, que tenho riso frouxo, tive uma crise de riso com ele só de imaginar a cena, lendo a história.
E ontem, enquanto tentava dormir, com minha cabeça a mil, comecei a lembrar dos textos dele, enquanto o sono não vinha, já que tinha terminado de ler o livro que não dá pra parar de ler (e gente, é verdade. Não dá pra parar de ler). Fiquei rindo sozinha, enquanto meu cachorro me olhava com cara de quem tava sendo incomodado pelo barulho alheio para dormir. E foi aí que comecei a me lembrar das minhas crises de riso mais memoráveis.
Lembrei de uma vez, quando olhei para o pé de um amigo na FGV e ele estava usando um chinelo que usávamos quando éramos crianças, um que é fechado atrás. Nós o chamávamos de precatinha e usávamos com a estampa dos smurfs. Meu amigo estava com um que era amarelo. Olhei para o pé dele e tive uma pala de riso tão absurda que tive que sair da sala pra me controlar, enquanto o professor me olhava desconfiado.
Mas a crise de riso que aconteceu num momento menos oportuno foi no casamento do meu irmão, em agosto desse ano. A festa aconteceu logo após a cerimônia civil e a religiosa aconteceu dois dias antes, apenas para familiares, numa pequena capela da Perpétuo Socorro. Quando digo apenas para familiares, isso significa que no pequeno ambiente havia no máximo 25 pessoas. O padre fez um sermão super informal. Os noivos não ficaram ajoelhados no altar, mas sentados ao lado dos pais, no primeiro banco da capela. E não me lembro de ter que fazer quase nenhum daqueles rituais da Igreja Católica.
Em algum momento, o padre soltou a seguinte frase: "Hoje somos coadjuvantes. Os atores principais dessa cerimônia são os noivos. Nós só estamos aqui de enfeite." Automaticamente, olhei para minha irmã e disse: "- Huuuuum! Vaquinha de presépio."
Porque? Porque eu fiz isso? Eu e minha irmã tivemos uma crise de riso absurda. Eu olhava para o teto, olhava para o padre, olhava para baixo, mas era só lembrar da vaquinha que eu começava a rir de novo. Depois de um tempo, como não conseguia parar, resolvi abaixar a cabeça e rir com uma mão no rosto. Minha irmã, que já tinha se controlado, começou a fazer cafuné no meu cabelo - disfarce perfeito: quem via de longe achava que eu tava tendo uma crise de choro. Enfim, soube depois que até meu irmão virou para trás pra ver o que estava acontecendo. E enquanto eu ria, as outras 24 pessoas pararam de prestar atenção no padre pra me olhar, acreditando que eu estava chorando. Não importa. Deixei de ser vaquinha de presépio naquele momento e virei atriz principal do evento. Mas juro, foi sem querer!

ps - no final contei para algumas pessoas que foi uma crise de riso. Afinal de contas, que tipo de pessoa chora compulsivamente porque seu irmão está se casando?

4 comentários:

Maricota disse...

Não tem vergonha na cara de atrapalhar o casamento dos outros e ainda fazer com que esses outros se comovam com você??
Uar!! rs

Jow disse...

Morri de rir daqui!

claudete disse...

Bel, você é ótima. Quase chorei de tanto rir ao imaginar a cena! Perigosa!!!

Bel Lucyk disse...

- Maricota, eu tentei me controlar. Juro
- Jow e tia Detinha: foi hilário. E claro, ridículo! rs rs

bjs