terça-feira, 8 de dezembro de 2009

E agora?


Desde que comecei a levantar diariamente às 5:30 da manhã para malhar, tenho dormido cedo e na maior parte das vezes, como um bebê.

De alguns anos para cá, não sei precisar quando isso começou, a insônia sempre me rondou. Claro que criei alguns subterfúgios para vencê-la, como ficar ouvindo músicas tranquilas no ipod enquanto jogava paciência até ficar vesga de sono e apagar! Então dá para imaginar o desespero que senti quando a entrada usb deste meu pequeno aparelho queimou e não consegui mais carregá-lo. Isso aconteceu na época em que fui para Curitiba visitar minha tia, no começo de novembro. Depois de arrumar meu ipod (e comprar outro), decidi não ser refém dessas coisas para conseguir dormir e não faço mais uso dessas muletas antes de dormir. Hoje em dia leio um pouco e depois vou me entregando ao sono. Vale dizer que a cada dia que passa, durmo mais rápido.

Mas a insônia ou o sono não são os temas deste post. O livro que estou lendo quando me deito é Comer, Amar e Rezar. Minha irmã mais nova comprou um exemplar para me dar de presente de aniversário e resolveu ler um pouco enquanto viajava para Fortaleza para comemorar meus 31 anos comigo. Quando chegou, avisou que me entregaria o presente quando terminasse de ler. Bem, ela voltou para Brasília, um mês depois eu voltei para Brasília e o livro foi passear na casa de uma amiga. O fato é que o exemplar que estou lendo hoje é emprestado de uma amiga muito querida e o meu presente está circulando por aí.

E esse livro tem me feito pensar. Todos os dias leio no mínimo duas contas (dois capítulos) e já estou na parte em que a autora conta da sua experiência na Índia (o rezar). Ainda na Itália (comer) ela descreve um diálogo que teve com um italiano, que defendia que cada cidade do mundo tem uma palavra. Por exemplo, segundo ele, a palavra de Roma é sexo. Conversa vai, conversa vem e ele pergunta para a autora qual a palavra dela e claro, eu fiz a pergunta para mim enquanto lia essa parte.

Há alguns meses encontrei meu convite de formatura na casa da minha mãe e logo na primeira página tinha uma passagem que dizia mais ou menos assim: É sob o olhar do outro que eu me construo (ou me defino, não me lembro mais). Bem, acho que posso admitir que por muito tempo foi essa a minha palavra: olhar. Acho que passei boa parte da minha vida prestando atenção no olhar do outro e a partir daí definindo boa parte das minhas ações. Hoje em dia sei que já mudei bastante em relação a isso e volto a afirmar que passar um ano e meio longe de casa e perto de outros olhares me ajudou (e muito) a descobrir que está tudo bem não atender a expectativa do outro, desde que eu atenda a minha.

Hoje em dia não sei ao certo qual palavra me define. Talvez o verbo buscar. Talvez um pouquinho de paz. Talvez segurança. Ou quem sabe calma, principalmente comigo mesma. Quem sabe... movimento? Ou talvez eu demore um pouco para encontrar de novo o que me define. Mas preciso dizer que fico muito feliz de saber que o olhar do outro não é mais o responsável por essa definição. E acredito que esse já seja um grande passo...


11 comentários:

Fafá Póvoas disse...

Sim, amiga! Com certeza é um grande passo. Aliás , o maior deles. Com certeza. Ao ler o seu texto, comecei a me perguntar qual seria a palavra que hoje me define? Ah um tempo atrás, acho que seria sonhar,ou talvez acreditar...HOJE não consigo encontrar uma palavra que me define. Pensei , pensei, pensei...não encontrei!

Você tem um caminho brilhante pela frente amiga. Sempre acrediteinisso! Nunca deixe ninguém apagar seu brilho,NUNCA!

Love u

Ju Russomano disse...

Acho q todos fazemos essa pergunta qdo lemos essa parte do livro - risos. A minha na época era busca e acho que continua, não sei. De qq forma aproveite o livro que ele é muito bom!
Bjks

Bel Lucyk disse...

- Fafástica, vc tem que ler o livro. É muito bacana. E amiga, determinar uma palavra que nos descreve... rapaz (com sotaque cearense) é dificil demás!

- Ju, eu acho mesmo que todo mundo que lê o livro fica pensando nisso! E sim, tô adorando ler! =) beijos

Ju Russomano disse...

Pois é adorei... Agora tô querendo ler o do cara, já viu? Chama: Jogar, beber e fuder e acho q as histórias são em Las Vegas, Irlanda e Tailândia... tem pinta de ser divertido.
Bjks

Leonardo Xavier disse...

Identidade total com a minha irmã que rouba os meus livros que eu ainda estou lendo, tem a audácia de viajar e levá-los junto...

Bel Lucyk disse...

- Ju, esse deve ser engraçado. Se for bom, me avisa que vou comprar tbém rs rs
- Leonardo eu nem me incomodo porque na prática eu nem ganhei o presente! rs rs
Mas sim, eu tenho ciúmes dos meus livrinhos. Empresto sem problemas, mas sempre quero de volta =)
obrigada pela visita! bjs

Camila Máximo disse...

Gaita, também tô lendo esse livro! kkkkkkkkkkkkkkkk Já estou no finalzinho, e esses dias fiquei até 2h da madruga pq não conseguia parar de ler!
Eu também me fiz a pergunta da palavra, rsrs, e, no momento, estou em dúvida entre pelo menos duas delas, que seria conhecimento (um auto-conhecimento) ou viver (tudo que eu puder, na maior velocidade possível)! Ai, ai, mais uma vez, adorei o seu texto!
Beijocas da Cacá.
P.S.: Será que a gente ainda vai se encontrar em 2009 pra trocar figurinhas e comer uma comidinha bacana?

Bel Lucyk disse...

Cacá, o livro é mto bom, né? =)
Vc está melhor que eu na escolha da sua palavra, bem mais adiantada que eu. rs rs
ps - almocinho na semana do natal. Que tal? beijos

Camila Máximo disse...

Topo o almocinho na semana do natal!
Estaremos de recesso!
EBA!
Beijocas da Cacá

Joana disse...

uar! e a amiga até hoje não leu... oraaaa! adorei o texto, autora!

Ju Russomano disse...

hey, comprei o livro do "cara" que te falei... "beber, jogar e f#d@r" e comecei a ler hoje. Já li a parte da Irlanda (beber) e tô chocada... tô achando que é o do marido dela!!! Eu não sabia (risos).
Bjkssssssssssss