quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Malhação


Em dois dias completo 2 meses de academia. Na verdade, levo a sério há um mês e meio. A maior prova disso é que desde então acordo todos os dias as 5:30 da manhã para malhar. E prova maior ainda é quando você empresta seu carro para o seu pai, que está na cidade, e você vai mesmo assim, a pé, às 5:30, para a malhação.
Confesso que tem sido muito bom e minha disposição para tudo tem sido outra, apesar de que ainda não esteja vendo uma diferença muito significativa na montanha russa que é o meu peso (sei disso porque agora me peso todos os dias). Ultrapassar obstáculos e vencer desafios é sempre muito bom. Mesmo que seja aumentar o peso num exercício ou conseguir correr 30 minutos initerruptos numa velocidade alta. A malhação melhora, e muito, meu humor.
Mas nem tudo são flores. Há duas semanas estou malhando com uma personal trainer, porque voltei a sentir dor no meu joelho. E desde que comecei com o acompanhamento dela, nunca mais senti nada. Mas a maior diferença que vejo é que ela não me deixa roubar na contagem das séries. Não que eu faça por querer, mas eu me desconcentro muito fácil. E aí começo a fazer as repetições: 1...2...3...hoje é que dia mesmo? Essa música tá muito chata...18...19...20. Malhando com alguém que confere sua série não dá pra roubar. E pior, você tem que prestar atenção. Porque ela é sádica (já falei isso aqui) e me diz: as pessoas não dizem que profissional de Educação Física não sabe contar? Então vamos lá: 1...2...2...4..2...3...5...4...5...5...6...7....7....8...7...8...esse não valeu...7...8...9...10... E seu perco a contagem, eu me ferro e passo três dias a mais sentindo dor por um exercício que fiz na semana anterior.
O que ocorre é que na maior parte do tempo eu reclamo, mas faço o que tem que ser feito. E reitero, é muito bom. Mas hoje... hoje ela passou dos limites. A cada 3 exercícios para perna (todos com aumento de carga) eu corria 5 minutos na esteira numa velocidade indecente que se eu me desconcentrasse por um segundo, eu cairia. Tenho certeza. Na segunda vez em que fui arrastada para a esteira, o cara mais interessante e gato da academia estava na esteira ao lado. Volta e meia trocamos idéia e no meio do exercício ele vira pra mim e fala: é isso aí, força! Eu não fui capaz nem de olhar para ele. Apenas levantei minha mão na sua direção e fiz um sinal pra ele dar um tempo. Na verdade, o que eu queria era mandar ele, minha personal e todo o resto do mundo para aquele lugar. Mas naquele momento era muito complicado, simplemente porque eu nao conseguia respirar de tão cansada. Saí em frangalhos de lá e voltei para mais uma série de 3 exercícios com peso exorbitante. E naquele momento eu já estava ensopada de suor e mais vermelha que um pimentão. Depois disso, chegou a hora de fazer meus 30 minutos diários de corrida na esteira. Minha única pergunta foi: você não vai do meu lado, né? É isso aí: honeymoon it's over!

2 comentários:

Anônimo disse...

Amei o texto, como sempre, aliás...e todos os que eu já li!
Beijão, Bel!

Bel Lucyk disse...

=)