terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Teoria na Prática

Dan Ariely em "Previsivelmente Irracional" procura demonstrar que alguns fatores influenciam nossas tomadas de decisão no dia a dia.  Meu irmão me emprestou o livro  depois que fui em sua casa e quis atacar seus livros e voltei pra casa com alguns ótimos. Dessa vez, nada de literatura porque meu MBA voltou e estou devorando tudo que é de estratégia. 
Aliás, nesse momento deveria estar fazendo uma resenha sobre o assunto e não escrevendo no blog. Mas se eu não fizer isso agora, perco o "timming". Voltando ao livro de Dan, o primeiro capítulo é sobre  Relatividade. Ele fez vários experimentos no MIT, verificando que a inclusão de um fator que ele chamou de "chamariz" é capaz de enviesar uma tomada de decisão na maioria das vezes.
Para melhor exemplificar, vou citar um teste que ele fez com alguns alunos: mostrou a eles uma lista contendo três casas que estariam a venda. Duas delas do estilo colonial, sendo que uma estava em perfeito estado e a outra precisando de visíveis reformas e uma terceira, num estilo contemporâneo, em perfeito estado, mas em nada parecida com as outras duas. Os alunos tenderam a escolher a casa colonial em perfeito estado em detrimento da casa de estilo contemporâneo. O objetivo do autor é provar por a+b que a presença de um elemento intermediário (chamariz) faz com que uma decisão esteja propensa para um determinado lado.
Outro teste também feito com alunos foi mostrar uma folha com 3 rostos de pessoas bonitas: dois parecidos (um deles distorcido) e um terceiro completamente diferente. Quando questionados sobre com qual se identificavam mais, os alunos escolheram, em sua grande maioria, o rosto perfeito que tinha um outro parecido, mas com distorções. Isso acontece, segundo o autor, porque tendemos a escolher algo quando temos uma base de comparação (o chamariz).
Lendo esta parte do livro, foi impossível não lembrar da minha infância. Tenho uma prima que é alguns anos mais velha que eu. E enquanto eu pulava amarelinha, brincava de bonecas, jogava banco imobiliário e só tinha paixonites platônicas, ela já estava na adolescência e suas paixões, de platônicas, não tinham nada. Nesta época, minha prima tinha uma melhor amiga, que segundo meu avô, era muito feia. De acordo com ele, minha prima só saía com essa amiga por um único motivo: pra se dar bem. Na cabeça dele, nenhum rapaz jamais escolheria a amiga, que era feia e minha prima sempre sairia no lucro. Na prática, é verdade... era isso que acontecia... coitada da amiga da minha prima. Ela deveria ter sido esperta e escolhido uma amiga cabrunquinha...



4 comentários:

Rafael disse...

eu tmb pensei na leusinha quando li o livro! hahahaha

Bel Lucyk disse...

Inevitável, né? rs rs

Anônimo disse...

E eu, que fazia a leusinha pr'umas 'amigas'?!!
tiabesta,por quem será que a bel 'puxou'?

Bel Lucyk disse...

- Tia, duvido que vc já tenha sido Leusinha na sua vida! Oraaaa
saudadeeeeeee