sexta-feira, 30 de julho de 2010

Clube dos Vira-Latas

Quem acompanha esse blog há tempos sabe da minha paixão por cães. E não é só pelo Zeca, responsável por boas histórias contadas nesse blog. Na minha casa, sempre criamos cachorro e essa é uma “paixão nacional” da família.
Antes mesmo de eu nascer, já existia um cachorro que fez história em casa, o Tigre. Reza a lenda que de manhã ele saía e passava na casa dos meus avós e só ia embora quando ganhava um afago. Em seguida, ia para a loja do meu avô e seguia o mesmo ritual, quando atingia seu objetivo, ia para a próxima parada, a loja da minha mãe. Logo depois, o restaurante do “Seu” Mauro, passava na farmácia para visitar meu tio e só depois disso voltava pra casa. Tigre foi um cachorro que eu queria ter conhecido.
A minha primeira lembrança de um cão lá em casa foi do Rick, que já teve sua história contada aqui. Na mesma época dele também tínhamos o Bilu, um chiuaua e o que mais me lembro dele é dos dentes afiadíssimos que ele insistia em usar enquanto brincava conosco. Quando nos mudamos para uma casa maior, depois da gestão desses cães, chegou o Rende (já veio com esse nome, um setter irlandês que meu pai ganhou de um amigo), o Raimundinho (um Cocker lindo doado pelo meu tio) e o Alf (outro chiuaua). Rende e Raimundinho arquitetaram uma fuga em massa e o Alf morreu envenenado (obra de algum vizinho bem maldoso). Óbvio que eu que achei o cachorro morto na escada. E cheguei dentro de casa com ele no colo chorando feito uma doida. O Alf era tão chato quanto o Bilu, mas eu simplesmente amava aquele bicho!
Logo depois vieram mais 3: Godofredo (um vira-lata lindo e um dos cachorros mais dengosos que a gente já teve), o Locão (o nome era assim mesmo, sem o ”u”, e depois foi pra casa do meu avô e em seguida pra fazenda) e o Horácio (que também já passeou por este blog).
O último cachorro que tivemos antes de nos mudarmos para um apartamento foi o Dunga (também já chegou com esse nome e era um pastor belga lindíssimo). Ele foi um cachorro que abriu portas, literalmente: foi o único que minha mãe deixou entrar dentro de casa desde que nos mudamos para lá. E ele se fartava. Tenho ótimas lembranças das nossas noites de jogatina em família (joguei baralho a infância inteira) e o Dunga lá, com as duas patas sobre a mesa, assistindo a nossa diversão. E quando nos mudamos, ele foi morar na casa de um ex namorado da minha irmã e tivemos contato com o cachorro enquanto o relacionamento durou.
E já no apartamento, minha mãe, meio a contragosto, ganhou o Juquinha, um poodle lindo que hoje está mais grisalho que o Zeca e tem 9 anos, um a mais que meu Fox paulistinha. Toda essa minha história com cães é só pra corroborar o que eu disse no inicio do texto – eu sou apaixonada por cachorros. E quando criança, meu sonho era abrir um canil social, pra tirar todos que estivessem nas ruas e cuidar de todos eles. Eu não consegui fazer isso, mas descobri quem faz.
O nome do lugar é Clube dos Vira-Latas, uma ONG que existe no estado de São Paulo e que só sei da sua existência graças a sua página no Facebook. Esse lugar existe desde 2001 e atualmente cuida de aproximadamente 400 cachorros. O site está um pouco desatualizado, mas a página da rede social é atualizada quase que diariamente.
Eles precisam, em média, de R$ 17.000,00 mensais para cobrir os custos e sobrevive de doações. Na página há a descrição de todos os gastos e o legal é que contam o fizeram com o dinheiro e quais cães conseguiram ajudar, como no caso do Thor, um cachorro que só voltou a andar, graças a cadeira de rodas.
Os interessados em ajudar podem fazer doações em duas contas bancárias, ou via PagSeguro do UOL ou até mesmo fazendo doações de ração. Para saber o número das contas e as possibilidades, clique neste link. Eu ainda não conheço o Clube (moro em Brasília), mas quando for por aquelas bandas, certamente vou passar por lá. Enquanto isso, quero ajudar, pois o trabalho que eles fazem é fantástico e eu me sinto realizando um décimo do meu sonho de criança. Por isso, já programei as minhas doações mensais. Faça a sua parte!
E quem souber de algum abrigo desse tipo em Brasília, me avisem. Eu vou adorar ajudar por essas bandas também.

5 comentários:

camilamaximo disse...

Belzinha, do Dunga pra cá eu convivi com os cachorros. Mas não teve um outro pastor, na fazenda, que era meio desordeiro? Lembro do Rafa contar que ele comeu um sapo e seu vô falava: Comeu sapo, morreu! kkkkkkkkkkkkkkk
Ou será que eu tô viajando...
Beijocas da Cacá.

Stefânia Barreto disse...

Nossa Bel! Que legal! Você já teve vários cães...lá em casa também sempre fomos apaixonados pelos bichinhos...mas minha mãe e meu pai só deixaram entrar cachorros, nunca gatos por exemplo...boas histórias!

Quanto a ONG, muito legal o trabalho deles, né? Com certeza vou olhar com mais calma e ajudar no que for possível.

Beijos e bom fim de semana!

Joana disse...

uar!
O Alfinete era pincher!!! Não sabe nem a raça do animal!! Realmente vc não gostava muito dele... preferia o Quito, né?
beijos

rchia disse...

É isso aí. Viva os gatos! :P

Bel Lucyk disse...

- Cacá, esse era o Bud! Nao falei dos caes da fazenda pq senao o texto ia ficar muito grande! Esse era uma figura e eu até tinha um certo medo dele. Lembra do Lupo, outro pastor que tinha o choro mais engraçado do mundo? ehehehe

- Stefânia, lá em casa já teve papagaio e coelho. Gato nunca tivemos, mas quando aparecia algum na garagem, a gente os alimentava com leite enquanto eles consideravam nossa casa como moradia! =) bicho é bom demais, né?

- Jow,ele era chiuaua sim! A gente até confunde os dois nas fotos, eram identicos! Oraaaaaaaaaaa e eu gostava muito mais dele do que do Quito, por razões óbvias! eheheheh

- Rchia, e viva os bichos! =)

beijo pra vcs e bom final de semana!