sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fim de copa

Há algumas semanas escrevi um post sobre meu histórico com as copas do mundo e porque eu gostei tanto da de 94. Nesse mesmo texto, comentei que sou daquelas torcedoras que assistem aos jogos da seleção brasileira de 4 em 4 anos. E quando chega essa época, eu respiro copa, converso sobre futebol, vou atrás de informações e dou meus palpites, além de assistir a praticamente todos os jogos.
E não importa se eu não tenho todo o conhecimento de causa, se eu não acompanho o desenvolvimento da equipe durante os anos que antecedem a estréia na competição, se não quero saber se falam mal do Dunga ou se acham que o Felipe Melo vai explodir a qualquer momento. O que me importa é sentimento. E se existem os torcedores racionais, eu faço parte da categoria emoção. E quando a seleção está em campo, é só o que importa.
Nessa copa, assisti apenas um jogo em bar e todos os outros foram em casa. E assim, hoje quando fui liberada do trabalho, peguei meu carro e voei pra casa. O congestionamento na entrada da minha quadra me irritou e abri a porta no momento exato do hino brasileiro. Corri para o quarto, vesti minha amarelinha e voltei para a sala. Hoje, de torcedores em casa estávamos, eu, minhas irmãs, Zeca e Maria, que de vez em quando parava seu trabalho pra acompanhar a nossa festa.
Porque sim, durante o primeiro tempo inteiro eu achei que levaríamos esse jogo e falei algumas vezes: "Gente! O Brasil vai ser hexa, tem noção?" E digo mais, o primeiro tempo foi o mais divertido de assistir desde o inicio da Copa. A gente torceu, vibrou, sofreu, prestou atenção no jogo e brincou o tempo todo.
No intervalo demos uma acalmada e eis que vem o segundo tempo. E eu lembrei da sensação que eu tive na final de 94, em que passei a prorrogação inteira ao lado da churrasqueira porque eu não era capaz de chegar perto da tv. Hoje não moro mais numa casa que tem churrasqueira, mas no meu apartamento tem varanda. E foi lá que eu fiquei, sentada, olhando para a rua e ouvindo o Galvão Bueno fazer a contagem regressiva depois que levamos o segundo gol.
E quando ocorreu aquela sucessão de escanteios eu continuei na varanda, andando de um lado para o outro, esperando ouvir o barulho da comemoração dos gols antecipados antes que minha tv a cabo transmitisse. A tensão foi forte. A comemoração não vinha e minha tensão aumentava.
Fiquei nervosa de ver o pessoal tocando bola sem velocidade no finalzinho do jogo. E odiei ouvir o "ergue os braços o juiz Yuichi Nishimura". Nessa hora, sentei no sofá da sala e fiquei quietinha, abraçada numa almofada, olhando para a tv. E sendo toda emoção quando o assunto é Brasil e Copa do Mundo, chorei com o Julio Cesar na entrevista que ele deu logo em seguida...
Valeu seleção! E que venha 2014!

5 comentários:

Joana disse...

Ué!? O Juiz não chamava Meg?

Rafael disse...

Foi culpa do pé frio do Mick Jagger. Agora espero que ele vá torcer para a Argentina :).

Stefânia Barreto disse...

Oi Bel!

Eu também chorei...mas chorei antes do segundo tempo terminar. E chorei mais ainda quando terminou...Acho que você percebeu aquele dia o quanto eu gosto de futebol, né? Agora o jeito é esperar a proxíma copa e torcer em dobro...
Não sei se vai te alegrar, mas deixei uma lembrancinha para você lá na casa do Rafa...espero que goste!

Beijos e bom fim de semana!

Bel Lucyk disse...

- Jow, era Tanaka!
Tanaka! ehehehhe
- Rafa, sem culpados diretos, mas que o Mick jagger eh pe frio, isso eh inegavel! ehehehe
- Stefania! Rafa ontem me ligou pra contar qual eh a lembrancinha! Certamente vai me alegrar! eheheheehhe Mto thanks! beijos

Fafá Póvoas disse...

kkkkkkkkk coitado do Mick Jagger...o time que tava uma bosta mesmo!

uahauahuahua