terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mergulho

Ela sempre ficava ali, na beirada.
De vez em quando, molhava os pés, caminhava no raso. 
A verdade é que ela era apaixonada pela água, mas tinha medo. Tinha aprendido a nadar, mas raramente mergulhava.
Às vezes ficava rondando, olhando o movimento da água, prestando atenção em tudo  e imaginando o mundo que existia ali. Já havia tentando pular várias vezes, mas na hora, congelava de medo. 
E o medo é uma coisa estranha, paralisa. O medo não deixa ninguem ver o verdadeiro tamanho das coisas, torna tudo muito grande, instransponível.
Ela sabia que aquela fobia nao era uma coisa racional... e resolveu enfrentar.

Numa bela tarde de domingo, recuou alguns passos, pegou impulso e pulou. O choque da água gelada causou um arrepio. Mas logo em seguida, ela já estava mergulhando.  E ela mergulhou, observou de perto tudo aquilo que passou tempos olhando só de longe, imaginando como seria.  Nadou uma tarde inteira, se divertiu, riu sozinha, brincou como criança. E no final do dia voltou pra casa cansada. E feliz. E sem medo.

6 comentários:

Mulher ao Cubo disse...

Esse medo que paralisa...como é ruim! Aproveitar um dia sem ele, que bom! Lendo o post, parece que estive ali perto, vendo tudo isso!

Bel Lucyk disse...

Eu odeio sentir medo, sabia? Ando numa fase de querer enfrentar algumas coisas! =)
Beijos

Marina disse...

O negócio é que, quando a gente enfrenta o medo, o que se temia nem era tão assustador quanto a gente pensava. Vale a pena arriscar.

Lindo texto. Beijos.

Bel Lucyk disse...

Marina, vale sempre a pena arriscar! A gente devia era fazer isso mais vezes! =)
beijos e bom final de semana

Larissa Bohnenberger disse...

É... a superação do medo paralizante é um grito de liberdade. É como um mundo que abre suas portas pra que a gente entre e faça parte dele. Realmente, lindo texto!

Bjs!

Bel Lucyk disse...

Larissa! Obrigada! =)
Medo é uma coisa esquisita...
beijos