sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Terceira Ponte

Há pouco mais de 4 meses comprei dois livros em pleno boteco, enquanto tomava cerveja e conversava assuntos aleatórios com alguns amigos. E claro, eles entraram na minha fila neurótica e obsessiva de livros a serem lidos. 
Li "As Sutilezas do Mau Caratismo", de Ezio Flavio Bazzio em dezembro e agora estou finalizando "Só em Caso de Amor", de Conceição Freitas. Do primeiro, gostei, mas esperava mais. Do segundo, estou gostando por motivos óbvios: o livro, de crônicas, é uma declaração de amor a esta cidade que tanto amo, Brasília. E tem sido interessante ler o que tanto sei, conheço e gosto, nas palavras e percepções de outra pessoa, também apaixonada por este pedaço de chão, mas que também não deixa de ver e descrever os vários problemas daqui.
O livro é dividido em 3 partes: inicialmente a autora escreve sobre a cidade em si. Li sobre os monumentos, a arquitetura, os ideais que permearam as escolas parque, as superquadras e tudo o que se esperava com o planejamento de Brasília. A segunda parte trata de alguns personagens que vivem aqui, anônimos que fazem parte do dia a dia da cidade. E a última, que já estou em fase de conclusão, conta um pouquinho da história, citando documentos antigos e também um pouquinho de quem participou da construção e tornou o sonho de Juscelino possível.
Nessa madrugada, em meio à tão rotineira insônia da minha vida, resolvi ler mais um pouquinho das crônicas  desse livro e li  uma que  tratava das empreiteiras e de como a construção de Brasília ajudou a criar a farra do boi que existe  hoje entre as construtoras e os trabalhos prestados ao governo. Li, inclusive, que era comum caminhões entrando e saindo do canteiro de obras da nova cidade várias vezes com os mesmos produtos para serem contabilizados duas ou mais vezes, dentre outros absurdos.
E esse texto me veio à mente assim que vi no Bom Dia Brasil a reportagem sobre a nossa Terceira Ponte, oficialmente nomeada de Ponte Juscelino Kubitscheck, ou Ponte JK. Aquele lugar, pra mim, é um dos locais que mais gosto na cidade e apesar de passar por lá sempre, nunca me canso de admirar a arquitetura e o visual. A Terceira Ponte nunca passa despercebida.
Ontem esse lugar tão bonito foi interditado porque vários dos 60.000 motoristas que passam por lá diariamente sentiram um balanço diferente e avisaram aos bombeiros. Ao que parece, a estrutura da ponte não foi prejudicada e as análises estão sendo feitas para descobrir se o que está ocorrendo é normal. Li  no globo.com que a ponte, desde que inaugurada, nunca passou por qualquer tipo de manutenção e soube também que ela custou 4 vezes o orçado inicialmente. Pergunta: será esse caso mais uma consequencia do que li hoje de madrugada? E principalmente, quem vai pagar pela manutenção?

6 comentários:

Elaine disse...

Sou tão apaixonada pela ponte JK que nesse momento ela está como papel de parede no meu desktop. Lembro de várias notícias de superfaturamento na época da construção. E a conta, minha amiga, a gente já sabe quem vai pagar, né?...

Vivian disse...

...Bel querida,
vim trazer bjokas carinhosas
neste teu lindo coração!

muahhhhhhhhhhhhhhhhhhh

rchia disse...

Mas custou apenas R$ 180 milhões! Queriam que durasse mais de dez anos?!

Bel Lucyk disse...

- Pois, é, Elaine... a gente sempre sabe de quem é a conta, mas nao custa perguntar, né? Vai que uma hora muda! ahahahah
eu tbém sou apaixonada pela ponta JK. AMO passar por lá!
- Vivi! Gosto tto qto vc passeia por aqui! Me sinto honrada! Beijo pra vc, querida!
- Rchia, por uma bagatela dessas é demais mesmo querer que dure muito tempo! ahahahahah
boa semana pra todos nós! =)

lu trevejo disse...

tenho passado sempre por aqui pra ler seus textos, sempre interessantes.
Resolvi que ja era hora de te adicionar.
Beijos, sucesso sempre!

Bel Lucyk disse...

Lu, obrigada pelas visitas e por me adicionar!
continue vindo sempre! =)
beijos