sábado, 16 de abril de 2011

Meu País das Maravilhas Particular

Há pouco assisti Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. Gostei bastante do filme, exceto pelo final, que me lembrou um pouco os finais de novelas da globo e foi meio palha... mas indepentende disso, assistir ao filme e rever os personagens me fizeram voltar no tempo... e quem viajou pro seu wonderland particular fui eu.
As memórias são um pouco confusas, pois eu era muito pequena, mas acredito que li e reli o livro de Lewis Carroll antes mesmo de assistir ao desenho milhões de vezes... e foi por me lembrar disso que minha cabeça viajou enquanto Alice, o Chapeleiro Maluco, o Gato, a Rainha de Copas e outros personagens desfilavam na tela à minha frente.
Lembro que o livro, ilustrado, ficava guardado num cômodo da fazenda dos meus avós, local que foi palco principal  dos meus finais de semana durante minha infância e adolescência e já descrito neste blog algumas várias vezes. Este cômodo ficava na garagem principal e além dos livros desordenamente guardados numa estante com portas de vidro, também estavam neste depósito as varas de pescar, molinetes e outras tantas tranqueiras que minha vó sempre gostou de colecionar.
E por causa dos equipamentos de pesca me lembrei das vezes em que acompanhei meus avós, meu pai e meu tio nas pescarias. E  que eu, junto com meus irmãos e primos, adoravávamos pegar as iscas: inicialmente as minhocas e depois, já no ladrão da represa, disputávamos pra ver quem conseguia capturar mais piabas e tilápias, que serviriam de isca para a pesca dos adultos: traíras, surubins e tucunarés.
No final do dia, ao cair da noite, lembro-me de esperarmos ansiosos na porteira que ficava em frente ao curral até que avistássemos os adultos vindo em nossa direção com as lanternas já acesas. E depois, já em frente ao córrego que ficava no fundo da casa, nós, crianças, brigávamos para ver quem seria o agraciado com a oportunidade de estourar a bexiga dos peixes, enquanto ouvíamos as histórias de pescador que eles contavam. Depois disso, era só tomar banho, comer um peixinho frito de primeira qualidade  e ficar brincando de pique-pega, pique-esconde, queimada e sete pecados até não termos energia alguma e o sono bater...  e no dia seguinte não podíamos perder tempo: tínhamos que acordar cedo e já cair na piscina!

10 comentários:

Larissa Bohnenberger disse...

Sabe, eu só fui ler Alice depois de adulta. Mas é muito legal relembrar, voltar no tempo, reviver antigas memórias.

Eu gostei do filme de Tim Burton, só que não me conformo com uma Alice adolescente. Não combina. Fora que a Mia Wasikowska é bem mais ou menos, né? Picolezinho de chuchu, como diria minha chefe. Agora, vale só pela parte artística, cenário, figurino, maquiagem... é pelo Johnny Depp como chapeleiro, que tá demais, como geralmente.

Bjs!!!

Bel Lucyk disse...

Eu adoro o Johnny Depp! Ele é perfeito para os papeis caricatos do Tim Burton!

Silvia Azevedo disse...

Gosto de coisas que resgatam lembranças boas da infância. Acredito que essas recordações é o que nos mantém abertos ao novo, à vida! Um belo post!

Ah! Tem selo pra você lá no blog: http://umapitadadecadacoisa.blogspot.com/2011/05/setecoisassobremim-e-stylish-blogger.html

Larissa Bohnenberger disse...

Tem selinhos pra você lá no meu blog!

Bjs!

Larissa Bohnenberger disse...

Queri, acho que esqueci de te avisar... tem selinhos pra você lá no blog!

Bjs!

Um brasileiro disse...

Oi. Tudo blz? Estive por aqui. Gostei. Muito legal e interessante. Apareça por la. Beijos e abraços.

reflexão disse...

A história de nossa vida é algo fantastico! Relembra é fazer destas experiência um filme. E é o melhor filme que existe... Gostei muito do seu blog

Parabens

reflexão disse...

Seu blog está muito legal
Gostei muito
Parabens

Babiih disse...

Pasmei .. kd as imagens ?!

Larissa Bohnenberger disse...

Cadê você?